EVEO investe e amplia infraestrutura de IA
Com o objetivo de processar 1 trilhão de tokens por mês, companhia registra crescimento de 233% em novos negócios com GPUs e amplia capacidade para atender à demanda corporativa por IA

A EVEO, empresa que atua no segmento de private cloud e servidores dedicados no Brasil, está ampliando sua infraestrutura dedicada à IA e computação de alto desempenho para atender ao crescimento da demanda por aplicações corporativas de IA. No primeiro semestre de 2026, o valor dos negócios da empresa envolvendo GPUs foi mais de 15 vezes superior ao registrado no mesmo período do ano anterior, enquanto o número de negócios fechados cresceu 233%.
Hoje, a EVEO já processa 1 trilhão de tokens por mês, evidenciando a escala das aplicações de IA executadas em sua infraestrutura. A expansão faz parte da estratégia da companhia de preparar sua arquitetura tecnológica para atender à nova geração de aplicações corporativas baseadas em machine learning e modelos avançados de IA, oferecendo alto desempenho, previsibilidade, escalabilidade e segurança para organizações.
"A inteligência artificial saiu do campo experimental e entrou nas operações reais das empresas. Isso muda completamente a demanda por infraestrutura, porque modelos de IA exigem capacidade computacional muito maior, especialmente para treinamento e execução de algoritmos avançados", afirma Fábio Stein, CTO da EVEO.
A expansão da EVEO acompanha o avanço global da computação de alto desempenho (High Performance Computing – HPC), impulsionada pela crescente demanda por inteligência artificial, análise massiva de dados e automação de processos.
Diferentemente de servidores tradicionais, as GPUs conseguem executar milhares de operações simultaneamente, permitindo acelerar o treinamento de modelos e a execução de inferências em larga escala, reduzindo o tempo de processamento de workloads complexos de IA.
Para Stein, o desafio das empresas não está apenas em iniciar projetos de IA, mas em conseguir operá-los de forma confiável e escalável.
"Muitas organizações conseguem iniciar pilotos de inteligência artificial, mas encontram dificuldades quando precisam escalar esses projetos. A infraestrutura precisa garantir desempenho, previsibilidade de custos, segurança e governança de dados", explica.
Esse movimento já se reflete na operação da EVEO, que registra crescimento consistente na demanda por ambientes dedicados à inteligência artificial. A expectativa é que essa tendência se intensifique à medida que a IA passa a integrar processos cada vez mais estratégicos das empresas.
A capacidade de processamento da EVEO já alcança 1 trilhão de tokens por mês, número que traduz a escala real das aplicações de inteligência artificial que operam em produção na infraestrutura da empresa e sinaliza o nível de maturidade que o mercado corporativo começa a exigir.
Mais do que capacidade de processamento, esse volume demonstra a maturidade operacional da infraestrutura da EVEO para suportar aplicações críticas de inteligência artificial em escala. Em projetos corporativos, fatores como previsibilidade de desempenho, controle de custos, segurança e governança tornam-se tão importantes quanto a capacidade computacional, especialmente quando a IA passa a fazer parte das operações do negócio.
Para organizações que precisam garantir soberania de dados, seja por requisitos regulatórios, políticas internas ou sensibilidade das informações, a EVEO oferece aos clientes a flexibilidade de operar workloads de inteligência artificial onde faz mais sentido para o seu negócio. Essa arquitetura permite que cada organização escolha onde executar seus workloads de IA de acordo com requisitos de desempenho, latência, conformidade regulatória e estratégia de negócio, sem abrir mão da capacidade computacional necessária para aplicações críticas.
"Não acreditamos que o cliente deva abrir mão de desempenho para ter soberania, nem de soberania para ter escala. Nossa arquitetura foi pensada para que essa escolha seja do cliente, não uma limitação da infraestrutura", pondera Stein.
De acordo com o executivo, a evolução da inteligência artificial nas empresas aponta para um cenário em que a tecnologia passa a integrar processos críticos e fluxos operacionais completos. Modelos avançados de IA, agentes autônomos e sistemas multimodais devem ampliar o uso da tecnologia em áreas como atendimento, análise de dados, automação industrial e operações financeiras.
"Entramos na fase em que o desafio das empresas deixa de ser testar a IA e passa a ser operá-la em escala. Isso exige infraestrutura preparada, governança de dados e ambientes capazes de sustentar aplicações críticas com segurança e previsibilidade", conclui o CTO.