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Seguranca

Homem de 65 anos é preso por feminicídio em Osasco

Polícia Civil prendeu homem de 65 anos em Osasco suspeito de matar a companheira, de 43 anos, em feminicídio ocorrido no último sábado (8), diz a SSP-SP.

Mulher com a mão pintada de vermelho ergue o braço em ato de protesto contra a violência de gênero
Imagem ilustrativa de ato contra a violência de gênero e o feminicídio no Brasil · Foto: Agência Brasil/EBC

A Polícia Civil prendeu um homem de 65 anos na tarde de segunda-feira (10 de agosto), em Osasco, na Grande São Paulo, suspeito de matar a companheira, de 43 anos, em um crime registrado como feminicídio. A vítima morreu no sábado anterior (8 de agosto), segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP).

De acordo com o boletim de ocorrência, a mulher foi encontrada caída em via pública por policiais militares acionados por testemunhas. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestou socorro no local, mas ela não resistiu aos ferimentos.

Suspeito tentou atacar filho da vítima antes de fugir, diz SSP

Segundo a SSP, o homem investigado como autor do crime tentou atacar o filho da vítima antes de deixar o local. Ele foi localizado dois dias depois pela Polícia Civil, que cumpriu o mandado de prisão contra ele na tarde de segunda-feira (10 de agosto).

IML e Instituto de Criminalística vão periciar o caso

A SSP informou que foram solicitados exames ao Instituto Médico Legal (IML) e ao Instituto de Criminalística (IC) para apurar as circunstâncias da morte. O suspeito permanece à disposição da Justiça enquanto o inquérito prossegue.

O feminicídio é tipificado pela legislação brasileira como o homicídio de uma mulher motivado pela condição de gênero da vítima, geralmente associado a violência doméstica e familiar.

Casos como o de Osasco têm mobilizado campanhas de conscientização em diferentes setores da sociedade civil em São Paulo. Nos últimos meses, iniciativas como a campanha do setor funerário contra o feminicídio e a mobilização de empresas da área médica pela causa reforçam o debate sobre prevenção e acolhimento a vítimas de violência de gênero na região.