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Seguranca

Laudo psiquiátrico aponta que acusado de matar menina em Barueri tinha plena consciência do crime

Larissa Manuela foi encontrada morta em junho de 2025, dentro da casa onde morava com a mãe, no Jardim Tupã

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Larissa Manuela foi encontrada morta em junho de 2025, dentro da casa onde morava com a mãe, no Jardim Tupã (Foto: Reprodução) · Foto: WhatsApp Image 2026-01-09 at 08.07.30

Um laudo de perícia psiquiátrica elaborado pelo Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo (Imesc) concluiu que Diego Antonio Sanches Magalhães, de 32 anos, tinha plena capacidade de entendimento e determinação no momento em que assassinou a enteada Larissa Manuela Santos de Lucena, de 10 anos, em Barueri.

De acordo com o documento, não foi identificada nenhuma doença mental ou transtorno psiquiátrico que pudesse comprometer a compreensão da ilicitude do ato ou o controle de suas ações. O laudo afirma que Diego estava consciente, orientado, com raciocínio lógico preservado e sem sinais de delírios ou alterações na percepção da realidade.

A perícia apontou traços de personalidade como egocentrismo e ausência de empatia, mas ressaltou que essas características não configuram doença mental. O perito concluiu que o acusado é plenamente imputável, não havendo indicação de internação psiquiátrica, tratamento ambulatorial ou aplicação de medida de segurança.

O exame foi realizado a pedido da 2ª Vara Criminal do Foro de Barueri, no âmbito do processo criminal em curso. Diego permanece preso preventivamente e aguarda julgamento.

Larissa Manuela foi encontrada morta no dia 12 de junho de 2025, dentro da casa onde morava com a mãe, no Jardim Tupã, em Barueri. A criança apresentava 16 ferimentos causados por faca, principalmente na região do pescoço, além de lesões no rosto e no tórax. A perícia indicou que a vítima provavelmente dormia no momento do ataque.

Durante as investigações, a Polícia Civil reuniu elementos que passaram a apontar Diego, então namorado da mãe da vítima, como principal suspeito. Em 23 de junho, ele confessou o crime em interrogatório, afirmando que perdeu o controle após uma discussão verbal com a criança.

A defesa da família da vítima informou que aguarda o julgamento e reforçou que o laudo confirma que o crime foi cometido de forma consciente e intencional.