Fibromialgia: sintomas e tratamento | Fevereiro Roxo
Condição real e mais comum em mulheres, a fibromialgia tem tratamento multidisciplinar e exige acolhimento

Dentro do Fevereiro Roxo, a fibromialgia é talvez a causa mais incompreendida. Por não aparecer em exames de imagem nem deixar marcas visíveis, a doença ainda é alvo de desinformação e de preconceito. Este guia do Jornal de Barueri explica o que é a fibromialgia, como ela é diagnosticada e tratada, e por que o acolhimento faz parte do cuidado.
O que é a fibromialgia
A fibromialgia é uma síndrome de dor crônica e generalizada, que afeta músculos, tendões e articulações sem provocar lesões ou deformidades visíveis. Hoje, entende-se que ela está ligada à forma como o sistema nervoso central processa a dor: o cérebro amplifica os estímulos dolorosos, tornando o corpo mais sensível. Não se trata, portanto, de algo imaginário, e sim de uma condição real e reconhecida pela medicina.
Quem é mais afetado
A fibromialgia é mais comum em mulheres, em geral entre os 30 e os 55 anos, embora também atinja homens e pessoas de outras idades. Costuma surgir ou se agravar após eventos físicos ou emocionais marcantes, como traumas, infecções, cirurgias ou períodos de forte estresse.
Sintomas mais comuns
- Dor difusa pelo corpo, presente por três meses ou mais
- Fadiga e sensação de cansaço mesmo ao acordar
- Sono de má qualidade e não reparador
- Dificuldade de concentração e de memória, conhecida como névoa mental
- Rigidez muscular, principalmente pela manhã
- Dores de cabeça frequentes e alterações intestinais
- Ansiedade e episódios de tristeza ou depressão
Como é feito o diagnóstico
Não existe um exame de sangue ou de imagem que confirme a fibromialgia. O diagnóstico é clínico: o médico avalia a história do paciente, o tempo e a distribuição da dor e descarta outras doenças que possam explicar os sintomas. Por isso, é comum que a pessoa demore a ser diagnosticada, passando por vários profissionais antes de receber o diagnóstico correto.
Tratamento multidisciplinar
A fibromialgia não tem cura, mas tem controle, e o tratamento é multidisciplinar, combinando diferentes recursos ajustados a cada paciente:
- Medicamentos para dor e sono e, quando indicado, antidepressivos e moduladores da dor
- Atividade física regular, considerada um dos pilares do tratamento, com destaque para exercícios aeróbicos leves, alongamento e fortalecimento
- Fisioterapia
- Apoio psicológico, como a terapia cognitivo-comportamental
- Cuidados com o sono e com o manejo do estresse
No SUS, o acompanhamento pode ser iniciado na Unidade Básica de Saúde, com encaminhamento ao reumatologista ou a outros especialistas conforme a necessidade.
Acolhimento também é tratamento
Por se tratar de uma dor invisível, a fibromialgia exige compreensão de familiares, colegas e empregadores. Reconhecer que a dor é real, respeitar os limites da pessoa e oferecer apoio são atitudes que reduzem o sofrimento e melhoram a qualidade de vida. Combater o estigma é um dos objetivos do Fevereiro Roxo.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde. Em caso de sintomas, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima.