Saude

Alzheimer: sinais, diagnóstico e cuidados | Fevereiro Roxo

O diagnóstico precoce e o apoio à família fazem diferença na qualidade de vida de quem vive com a doença

Alzheimer: sinais, diagnóstico e cuidados | Fevereiro Roxo

O Fevereiro Roxo chama a atenção para o Alzheimer, a forma mais comum de demência e um dos maiores desafios de saúde pública diante do envelhecimento da população. Conhecer os sinais, buscar o diagnóstico precoce e amparar quem cuida fazem toda a diferença. Veja o guia do Jornal de Barueri.

O que é o Alzheimer

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa, crônica e progressiva, que provoca a morte gradual das células do cérebro. Ela compromete primeiro a memória recente e, com o tempo, afeta a linguagem, o raciocínio, a orientação e a capacidade de realizar tarefas do dia a dia. É a principal causa de demência, respondendo pela maior parte dos casos, embora existam outros tipos, como a demência vascular.

Vale diferenciar: demência é o nome dado ao conjunto de sintomas de perda das funções cognitivas, e o Alzheimer é a doença que mais frequentemente causa essa condição. Esquecer fatos isolados faz parte do envelhecimento normal; a demência, porém, interfere de forma significativa na vida da pessoa.

Sinais de alerta

Nem todo esquecimento é Alzheimer, mas alguns sinais merecem avaliação médica:

  • Perda de memória recente, como esquecer conversas, compromissos e fatos do dia
  • Dificuldade para realizar tarefas que antes eram simples e rotineiras
  • Desorientação em relação a tempo e lugar
  • Dificuldade para encontrar palavras e acompanhar conversas
  • Problemas de julgamento e de tomada de decisão
  • Colocar objetos em lugares inadequados e não refazer o caminho percorrido
  • Mudanças de humor, de comportamento e de personalidade
  • Perda de iniciativa e afastamento das atividades sociais

Fatores de risco e prevenção

A idade é o principal fator de risco, mas não o único. Histórico familiar, hipertensão, diabetes, obesidade, sedentarismo, tabagismo, isolamento social e baixa estimulação cognitiva também contribuem. A boa notícia é que vários desses fatores são modificáveis. Manter corpo e mente ativos ajuda a proteger o cérebro:

  • Praticar atividade física com regularidade
  • Ter alimentação equilibrada
  • Controlar pressão arterial, diabetes e colesterol
  • Estimular a mente com leitura, jogos e novos aprendizados
  • Manter a vida social ativa e cuidar da audição e do sono

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico é feito por geriatra ou neurologista e reúne a avaliação clínica, testes que medem memória e raciocínio, conversa com familiares e exames de sangue e de imagem, usados para descartar outras causas tratáveis de perda de memória. Procurar ajuda logo nos primeiros sinais permite iniciar o tratamento mais cedo e planejar os cuidados com calma.

Tratamento

O Alzheimer ainda não tem cura, mas tem tratamento, que ajuda a retardar a evolução dos sintomas e a melhorar a qualidade de vida. Ele combina medicamentos com estímulo cognitivo, atividade física, manutenção da rotina e abordagem dos sintomas de comportamento. O cuidado é contínuo e se ajusta a cada fase da doença.

Cuidar de quem cuida

O cuidador, em geral um familiar, é peça central no tratamento e também precisa de atenção, pois a rotina de cuidados pode levar à sobrecarga física e emocional. Algumas orientações ajudam:

  • Dividir as tarefas entre familiares e não assumir tudo sozinho
  • Buscar informação sobre a doença para reduzir conflitos e frustrações
  • Manter uma rotina estável e um ambiente seguro para a pessoa
  • Reservar tempo para o próprio descanso e saúde
  • Procurar grupos de apoio e a orientação dos profissionais de saúde

No SUS, o cuidado pode começar na Unidade Básica de Saúde, com encaminhamento ao especialista, e contar com o apoio dos serviços de atenção à saúde mental e à pessoa idosa.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde.