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Leucemia e doação de medula óssea (REDOME) | Fevereiro Laranja

Entenda a doença e como o cadastro no REDOME pode salvar a vida de quem precisa de um transplante

Leucemia e doação de medula óssea (REDOME) | Fevereiro Laranja

O Fevereiro Laranja é a campanha de conscientização sobre a leucemia e reforça a importância da doação de medula óssea, capaz de salvar a vida de pacientes que dependem de um transplante. Fevereiro também concentra datas como o Dia Mundial do Câncer, em 4 de fevereiro, e o Dia Internacional de Combate ao Câncer Infantil, em 15 de fevereiro. Entenda a doença e saiba como se tornar um doador.

O que é a leucemia

A leucemia é um tipo de câncer que tem início na medula óssea, o tecido encontrado dentro dos ossos responsável pela produção das células do sangue. Na doença, a medula passa a produzir células defeituosas, principalmente glóbulos brancos, que se multiplicam de forma descontrolada e prejudicam a produção das células saudáveis.

Existem vários tipos de leucemia, classificados conforme a velocidade de evolução (aguda ou crônica) e o tipo de célula afetada (linfoide ou mieloide). A leucemia é um dos cânceres mais comuns na infância, mas também atinge adultos e idosos. O diagnóstico precoce é determinante para o sucesso do tratamento.

Sinais de alerta

Os sintomas surgem porque faltam células sanguíneas saudáveis. Os mais comuns são:

  • Cansaço e palidez sem explicação, sinais de anemia
  • Infecções frequentes e febre persistente
  • Manchas roxas, pequenos pontos vermelhos na pele e sangramentos fáceis
  • Dores nos ossos e nas articulações
  • Ínguas (gânglios aumentados) no pescoço, nas axilas ou na virilha
  • Perda de peso e suores noturnos

Esses sinais também aparecem em doenças mais simples, mas, quando persistem, merecem avaliação médica.

Diagnóstico e tratamento

A suspeita costuma surgir a partir de um hemograma alterado e é confirmada por exames da medula óssea, como o mielograma. O tratamento depende do tipo de leucemia e pode incluir quimioterapia, medicamentos específicos, radioterapia e, em muitos casos, o transplante de medula óssea. Os avanços da medicina aumentaram bastante as chances de cura nas últimas décadas, sobretudo quando a doença é descoberta cedo.

Por que a doação de medula é tão importante

Para muitos pacientes, o transplante de medula óssea é a principal, e às vezes única, chance de cura. O transplante substitui a medula doente por células saudáveis de um doador compatível. O desafio é que a compatibilidade é rara: na maioria das vezes, o doador ideal não está na família, e é preciso encontrar um doador não aparentado. Por isso, cada novo cadastro de voluntário aumenta a esperança de quem espera por um transplante.

Como se tornar um doador de medula

No Brasil, o cadastro de voluntários é feito pelo REDOME, o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea, um dos maiores do mundo. Para se cadastrar, é preciso:

  • Ter entre 18 e 35 anos no momento do cadastro
  • Estar em bom estado de saúde
  • Procurar um hemocentro, preencher uma ficha e coletar uma pequena amostra de sangue, usada para identificar as características genéticas (tipagem HLA)

Os dados ficam no registro e a pessoa pode ser convocada para doar até os 60 anos, caso surja um paciente compatível. Por isso, é fundamental manter o cadastro e os contatos sempre atualizados.

Como é feita a doação

Doar medula é um ato seguro. Existem duas formas: na mais comum, a doação é feita pelo sangue, em um processo parecido com a doação de plaquetas, no qual as células são coletadas por uma máquina. Na outra, a coleta é feita no osso da bacia, em centro cirúrgico e sob anestesia. Ao contrário do que muita gente pensa, a medula óssea não tem relação com a medula espinhal: a doação não atinge a coluna e a recuperação é rápida.

Doar sangue também salva

Pacientes em tratamento de leucemia precisam, com frequência, de transfusões de sangue e de plaquetas. Por isso, doar sangue regularmente é outra forma simples e poderosa de ajudar. Para doar sangue ou se cadastrar como doador de medula, procure o hemocentro de referência da sua região.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde.