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Politica

Eleitor sem biometria poderá votar nas eleições de 2026; entenda as regras

Identificação estará disponível em todas as seções, mas ausência do cadastro não impede o voto de quem está com o título regular

O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, e o segundo, se necessário, será realizado no dia 25
O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, e o segundo, se necessário, será realizado no dia 25 · Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A biometria será utilizada nas eleições de 2026 para confirmar a identidade dos eleitores. O recurso estará disponível em todas as seções eleitorais do país, mas o cadastro biométrico não será obrigatório para votar.

Quem não possui as digitais registradas poderá comparecer normalmente, desde que esteja com o título em situação regular e apresente um documento oficial com foto. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, e o segundo, se necessário, será realizado no dia 25.

O que acontece se a urna não reconhecer a digital

A leitura da impressão digital poderá ser repetida até quatro vezes. Se a urna não reconhecer a biometria, o eleitor não perde o direito ao voto.

Nesse caso, os mesários verificarão a identidade por meio das informações disponíveis no cadastro eleitoral. Se os dados coincidirem, a pessoa deverá assinar o caderno de votação. Quem não souber assinar poderá registrar a impressão digital.

Documento com foto

No dia da eleição, será necessário apresentar documento oficial com foto, como RG, Carteira Nacional de Habilitação, passaporte ou certificado de reservista.

O e-Título também poderá ser usado quando apresentar a fotografia do eleitor. Caso o aplicativo não exiba a imagem, será preciso levar outro documento oficial com foto.

Prazo para cadastro terminou em maio

O cadastramento biométrico para as eleições de 2026 foi encerrado em 6 de maio, junto com o prazo para regularização e transferência do título. Quem não realizou o procedimento deverá procurar a Justiça Eleitoral após o pleito.

Durante o cadastro, são coletadas as impressões digitais, a fotografia e a assinatura. As informações também permitem ao Tribunal Superior Eleitoral identificar possíveis registros duplicados.

Uso começou em 2008

A Justiça Eleitoral começou a utilizar impressões digitais para identificar eleitores em 2008. A medida busca impedir que uma pessoa vote no lugar de outra e reforçar a conferência dos dados no momento da votação.