Eleitor sem biometria poderá votar nas eleições de 2026; entenda as regras
Identificação estará disponível em todas as seções, mas ausência do cadastro não impede o voto de quem está com o título regular

A biometria será utilizada nas eleições de 2026 para confirmar a identidade dos eleitores. O recurso estará disponível em todas as seções eleitorais do país, mas o cadastro biométrico não será obrigatório para votar.
Quem não possui as digitais registradas poderá comparecer normalmente, desde que esteja com o título em situação regular e apresente um documento oficial com foto. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, e o segundo, se necessário, será realizado no dia 25.
O que acontece se a urna não reconhecer a digital
A leitura da impressão digital poderá ser repetida até quatro vezes. Se a urna não reconhecer a biometria, o eleitor não perde o direito ao voto.
Nesse caso, os mesários verificarão a identidade por meio das informações disponíveis no cadastro eleitoral. Se os dados coincidirem, a pessoa deverá assinar o caderno de votação. Quem não souber assinar poderá registrar a impressão digital.
Documento com foto
No dia da eleição, será necessário apresentar documento oficial com foto, como RG, Carteira Nacional de Habilitação, passaporte ou certificado de reservista.
O e-Título também poderá ser usado quando apresentar a fotografia do eleitor. Caso o aplicativo não exiba a imagem, será preciso levar outro documento oficial com foto.
Prazo para cadastro terminou em maio
O cadastramento biométrico para as eleições de 2026 foi encerrado em 6 de maio, junto com o prazo para regularização e transferência do título. Quem não realizou o procedimento deverá procurar a Justiça Eleitoral após o pleito.
Durante o cadastro, são coletadas as impressões digitais, a fotografia e a assinatura. As informações também permitem ao Tribunal Superior Eleitoral identificar possíveis registros duplicados.
Uso começou em 2008
A Justiça Eleitoral começou a utilizar impressões digitais para identificar eleitores em 2008. A medida busca impedir que uma pessoa vote no lugar de outra e reforçar a conferência dos dados no momento da votação.