Mulheres são 33% das candidaturas e avanço estagna em partidos
Em 2026, número de candidatas a deputada estadual e federal é de 33%, praticamente o mesmo de 2022

Apesar de o número de deputadas estaduais e federais ter aumentado nas últimas eleições, a presença delas nas urnas avançou pouco neste começo de campanha eleitoral.
No estado de São Paulo, 33,2% das candidaturas registradas para os cargos de deputado estadual e federal são de mulheres, porcentagem praticamente idêntica à de quatro anos atrás, quando elas representavam 32,7%.
Os dados são da Justiça Eleitoral e reforçam o desafio enfrentado por mulheres para serem escolhidas como candidatas pelas legendas em um ambiente majoritariamente comandado por homens.
Em 2026, há 2.545 concorrentes às duas casas legislativas. Desse total, 844 são mulheres e 1.701 são homens.
Para deputada estadual, a disputa apresenta uma porcentagem ainda menor. São 464 candidatas, ou 32% dos 1.426 nomes colocados à disposição dos eleitores. Entre elas está a deputada estadual Bruna Furlan (Republicanos), barueriense que busca a reeleição para a Alesp (Assembleia Legislativa).
Apesar dessa estagnação, as políticas têm ampliado a presença nos legislativos, chegando a 18% da Câmara dos Deputados com 91 eleitas em 2022, e 26% da Alesp, com 25 parlamentares. Apesar disso, ainda os números ainda estão muito longe da equidade - no Brasil, mais de 50% da população é formada por mulheres.
A presença de cerca de um terço de candidaturas femininas não é por acaso. Os partidos são obrigados a preencher pelo menos 30% das candidaturas com mulheres na corrida eleitoral. Ou seja, a participação feminina ficou pouco mais de três pontos percentuais acima do mínimo exigido. Além disso, os recursos do fundo eleitoral devem ser distribuídos levando em conta essa representação.
Se a situação das candidaturas femininas para o Legislativo é essa, o cenário é ainda mais desigual nas eleições para o Executivo.
Na corrida pelos cargos de presidente e governador, as mulheres estão longe de figurar entre os favoritos, com as chapas mais bem posicionadas nas disputas pelo governo do estado e pela Presidência compostas apenas por homens. Há mulheres apenas em legendas com menor estrutura, como PSTU e DC. Em São Paulo, apenas na disputa pelo Senado há candidaturas femininas competitivas, como Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).