Maioria dos candidatos da região está fechada com Tarcísio
Por outro lado, siglas adotam neutralidade e evitam entrar na polarização nacional

Com uma coligação de 10 partidos, o governador e candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos) conta com o apoio da maioria dos políticos da região que entraram na corrida eleitoral em 2026.
Por outro lado, boa parte das legendas adota uma postura de neutralidade em relação à disputa presidencial, o que tem sido seguido por vários concorrentes à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa.
Tarcísio concorre à reeleição e tem como principal oponente o ex-ministro da Economia Fernando Haddad (PT), repetindo o cenário da disputa de 2022.
De um lado, o atual governador tem o apoio de Republicanos, PL, Democrata, Avante, PSD, PRD, Solidariedade, União e PP. Essas legendas reunem 35% de todas as candidatas a deputado estadual, por exemplo.
No entanto, o apoio tende a ser maior, pois siglas como PSDB e Podemos, que declararam voto em Tarcísio, não entraram oficialmente na coligação.
No caso do petista Fernando Haddad, a coligação reúne o próprio PT, PDT, PSB, PSOL e Rede Sustentabilidade, com 28% dos candidatos a estadual.
Nesse cenário, Tarcísio tem tido vantagem entre as candidaturas da região. Em Barueri, por exemplo, o candidato é apoiado por Bruna Furlan (Republicanos), candidata à reeleição para a Alesp (Assembleia Legislativa), e por Igor Soares (PSD), ex-prefeito de Itapevi que faz dobrada com Bruna e concorre a deputado federal.
O vereador Allan Miranda (União) também concorre a deputado federal e está em um partido da aliança com Tarcísio.
A situação se repete pela região, onde ex-prefeitos, em geral, estão em legendas que apoiam o atual mandatário.
Fogem à regra apenas os nomes apoiados pelo PT. Em Barueri, é o caso do ex-vereador Professor Anério, candidato a deputado estadual. Também ex-vereador, Robertinho Mendonça está no PDT, partido que integra a coligação de Haddad, mas não tem feito menções a esse apoio nas redes sociais.
Silêncio presidencial
Enquanto apostam na proximidade com Tarcísio, vários candidatos têm deixado a disputa presidencial de lado nesta fase da campanha.
O governador apoia o senador Flávio Bolsonaro (PL). No entanto, Flávio não conseguiu montar uma coligação após partidos como Republicanos e União Brasil declararem neutralidade.
Com isso, candidatos do Republicanos e do União Brasil, por exemplo, não precisam fazer campanha para um candidato à Presidência nesta fase e aguardam o segundo turno. No caso do PSD, de Igor Soares, a legenda tem nome próprio na disputa presidencial: Ronaldo Caiado.
Por outro lado, candidatos do PT têm usado nas cidades da região a imagem de Lula (PT), que disputa a reeleição.