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Internações por hipertensão aumentam em Barueri

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Dados oficiais apontam crescimento de 17,44% no número de casosnem um ano. (Foto: Divulgação) · Foto: woman-3187087_960_720
O número de internações por hipertensão arterial primária aumentou 17,44%rnem Barueri no período de um ano. De acordo com dados da Prefeitura, a cidade somourn101 registros em 2018, 15 a mais em relação a 2017, com 86 casos. A hipertensão,rndoença crônica caracterizada pelos níveis elevados da pressão sanguínea nas artérias,rné um dos principais fatores de risco para acidente vascular cerebral, infarto,rnaneurisma, insuficiência renal e cardíaca. Em 26 deste mês, é comemorado o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, instituído por lei federal emrn2002 com o objetivo de conscientizar a população sobre o diagnóstico preventivo e orntratamento. As doenças crônicas, entre elas a pressão alta, são responsáveis por 76% dasrncausas de morte no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Na cidade de Barueri foramrnregistrados dez óbitos em 2018 por hipertensão primária. Na categoria doençasrncardíacas hipertensivas, houve um total de 27 mortes no ano passado. Já as doençasrnrenais hipertensivas levaram a óbito nove pessoas em 2018. No ano anterior, foramrncinco.rnrn“A hipertensão, geralmente, não apresenta sintomas e as pessoas podemrnconviver por um longo período com a doença sem saber. Muitas vezes só descobrem arnpressão alta quando ocorrem outros problemas no organismo. Por isso, é importanternmedir a pressão ao menos uma vez por ano”, afirma o médico nefrologista Bruno P. Biluca, da Fenix Alphaville. Alguns sinais que podem indicar problemas são dores nornpeito e de cabeça, tonturas, falta de ar, zumbido no ouvido e visão turva, mas, emrngeral, quando ocorrem, aparecem tardiamente e em decorrência de lesões em outrosrnórgãos. O último levantamento do Ministério da Saúde mostra que um em cada quatrornbrasileiros tem hipertensão arterial e os números vêm aumentando. De acordo com o Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), a incidência passou de 22,6% em 2006 para 24,3% emrn2017, chegando a 60,9% entre os adultos com 65 anos ou mais. A doença atinge maisrnmulheres do que homens, com índices de 26,4% e 21,7% respectivamente. Os dadosrnde 2018 estão sendo coletados, com previsão de divulgação ainda neste semestre.rnrn“A pressão alta está intimamente ligada com o surgimento de outras doenças. Se não for controlada, pode causar danos em diversos órgãos, entre eles os rins. Arnhipertensão é atualmente a principal causa da insuficiência renal crônica no Brasil”,rnafirma Biluca. Ele explica que isso ocorre porque o rim é formado por pequenosrnvasos e, quando o sangue é bombeado com alta pressão, eles são danificados,rnprejudicando a capacidade do fazer a filtração adequada do sangue. O especialista lembra que, em geral, os hipertensos também têm outrasrndoenças associadas, como a diabete, o que aumenta a chance de desenvolveramrnproblemas renais. A diabete, de acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologiarn(SBN) é o segundo maior fator de risco para a doença renal crônica. A prevenção é a melhor forma de combater a hipertensão arterial e evitarrnsuas complicações, afirma o médico. “As pessoas devem adotar hábitos maisrnsaudáveis como estilo de vida. Isso evitaria muitas doenças, não só a pressão alta ournas doenças renais”, diz. Essa mudança, de acordo com o especialista, envolve umarnalimentação mais equilibrada, sem o consumo em excesso de sal, açúcares ernalimentos gordurosos e superprocessados; a prática regular de alguma atividadernfísica; manter o peso adequado; evitar o fumo e o consumo exagerado de álcool,rnalém de dedicar uma parte do tempo para momentos de repouso e lazer.