Novas evidências científicas sobre o uso de cranberries
Estudos recentes confirmam que o cranberry apresenta eficácia na prevenção de infecções do trato urinário e potenciais benefícios para a saúde cardiovascular e intestinal.

Cientistas de diversas instituições internacionais apresentam novas evidências de que o consumo de cranberry diminui a incidência de infecções do trato urinário (ITU). Pesquisas publicados em 2023 e 2024 também investigam efeitos potenciais da fruta sobre a saúde cardiovascular e a microbiota intestinal, relacionando os resultados à ação dos polifenóis na modulação de processos inflamatórios.
De acordo com o Relatório de Mercado de Cranberries, a demanda por produtos orgânicos à base da fruta deve crescer 3,8% até 2030, impulsionada pelo interesse do consumidor em alimentos funcionais. O Cranberry Institute (CI), organização norte‑americana de pesquisa e divulgação científica, coordena projetos que abordam nutrição, sustentabilidade e saúde, além de incentivar práticas agrícolas responsáveis.
A produção de cranberry ocorre exclusivamente nos Estados Unidos, concentrada nos estados de Wisconsin, Massachusetts, Nova Jersey, Oregon e Washington. O cultivo utiliza método de inundação: os campos são alagados antes da colheita, permitindo que as frutas flutuem e sejam recolhidas por máquinas. Essa técnica reduz o tempo de colheita, protege as plantas contra condições climáticas extremas e favorece a purificação da água de irrigação.
Atualmente, mais de 1.100 agricultores familiares operam em cerca de 15 mil hectares de plantação. O modelo de produção enfatiza a sustentabilidade, ao combinar a eficiência operacional com conservação dos recursos hídricos.
As descobertas reforçam o posicionamento do cranberry como alimento funcional com efeito preventivo comprovado contra ITU e indicam possíveis benefícios adicionais ao sistema cardiovascular e intestinal, embora sejam necessários estudos de longo prazo para quantificar esses efeitos.