Operação El Niño: Castello Branco e outras rodovias de São Paulo passam por obras para enfrentar chuvas
Medidas incluem serviços de drenagem, reforço de encostas e monitoramento para reduzir riscos durante temporais

A Castello Branco, no trecho entre os quilômetros 13 e 54, que passa por Barueri, recebe serviços de limpeza, manutenção e adequação dos sistemas de drenagem para reduzir os riscos durante as chuvas. Os trabalhos fazem parte das medidas apresentadas pelo Governo de São Paulo na quinta-feira (15), com o lançamento da Operação SP Sempre Alerta – El Niño 2026/2027.
Na rodovia, também estão previstos reparos nas barreiras metálicas de proteção, na iluminação, na sinalização e nas juntas que permitem a movimentação das estruturas de pontes e viadutos.
Serviços semelhantes são realizados na Raposo Tavares, entre os quilômetros 10 e 34, e na Rodovia Coronel PM Nelson Tranchesi (SP-029), na região de Itapevi.
Obra entre Araçariguama e São Roque
A duplicação da Rodovia Lívio Tagliassachi, entre Araçariguama e São Roque, também prevê estruturas para reduzir o acúmulo de água na pista.
A obra está em andamento e abrange 8,5 quilômetros, com investimento de R$ 174 milhões. O projeto inclui pavimentação e sistemas de escoamento da chuva.
Segundo o governo estadual, os novos contratos de concessão rodoviária preveem medidas para diminuir a vulnerabilidade das estradas a eventos climáticos extremos. Entre elas estão reforços em encostas, manutenção da drenagem e instalação de equipamentos para medir a chuva e acompanhar as condições do terreno.
Encostas e chuva sob monitoramento
Na Mogi-Dutra, em Mogi das Cruzes, uma obra busca recuperar a estabilidade da encosta no quilômetro 46. A intervenção inclui contenção do terreno e drenagem, com conclusão prevista para novembro de 2026.
A Mogi-Bertioga também recebe trabalhos em encostas. Equipamentos instalados em pontos da serra medem o volume de chuva para orientar decisões de segurança.
Já na Rodovia Geraldo de Barros, no trecho de serra entre Torrinha e Santa Maria da Serra, o tráfego é bloqueado preventivamente quando a chuva ultrapassa 80 milímetros, devido ao risco de deslizamentos.
No litoral norte, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-SP) faz vistorias e mapeia áreas vulneráveis na Oswaldo Cruz e na Rio-Santos. Entre Bertioga e Ubatuba, um sistema acompanha os índices de chuva e o risco de deslizamentos. Conforme as condições, podem ser adotadas restrições ou interdições temporárias.
Prevenção também inclui incêndios
No Lote Paranapanema, que reúne mais de 280 quilômetros de rodovias entre Itapetininga e Ourinhos, um levantamento identificou riscos de incêndios, erosões, inundações e deslizamentos.
As novas bases de atendimento ao usuário, ainda em construção, terão caixas-d’água que poderão apoiar o combate ao fogo, além de abastecer as unidades.
A Artesp, agência que fiscaliza as concessões, informou que intensifica o monitoramento nos cerca de 12 mil quilômetros de rodovias concedidas do estado. As medidas incluem sinalização e avisos aos motoristas nos painéis eletrônicos.
A operação estadual integra ações em áreas como saúde, educação, agricultura, habitação e transportes. Segundo o governo, a estratégia reúne mais de 180 iniciativas do Plano Estadual de Resiliência às Mudanças Climáticas, com previsão de R$ 29 bilhões em investimentos até 2029. Esse valor abrange o conjunto do plano, não apenas as rodovias.