Obras devem ampliar oferta de água na Grande São Paulo em 10,5 mil litros por segundo
Intervenções entregues acrescentaram 4.000 litros por segundo ao sistema; projetos em andamento devem incorporar outros 6.500 litros

Obras concluídas e em andamento devem ampliar em 10,5 mil litros por segundo a oferta de água para a Grande São Paulo, segundo dados do Governo do Estado e da Sabesp. Desse total, 4.000 litros por segundo já foram incorporados ao sistema e outros 6.500 estão previstos para os próximos anos.
De acordo com o governo paulista, o acréscimo equivale a cerca de 26 bilhões de litros por mês. Considerando a estimativa da ONU (Organização das Nações Unidas) de que cada pessoa necessita de 3.300 litros mensais, esse volume seria suficiente para atender aproximadamente 7,8 milhões de habitantes durante um mês.
Transferências e estações ampliam sistema
Entre as intervenções entregues está a transferência Itapanhaú–Alto Tietê, que leva até 2.500 litros por segundo de Bertioga ao reservatório de Biritiba-Mirim. O investimento informado foi de R$ 300 milhões.
Em 2025, entrou em operação o Booster USP, estação de bombeamento com capacidade de 650 litros por segundo. A estrutura distribui água tratada para áreas das zonas oeste e sul da capital e para outros municípios da região metropolitana.
A modernização da ETA (Estação de Tratamento de Água) Rio Grande e a entrada em funcionamento da ETA Embu-Guaçu acrescentaram 500 litros por segundo à capacidade regional. A transferência de Guaratuba passou a fornecer outros 200 litros por segundo aos reservatórios do SIM (Sistema Integrado Metropolitano).
A Sabesp também inaugurou o reservatório Parque Europa, na zona sul da capital, com capacidade para armazenar 10 milhões de litros de água tratada.
Obras em andamento
A transferência Billings–Taiaçupeba deverá acrescentar mais de 4.000 litros por segundo ao sistema. O projeto recebe investimento de R$ 1,4 bilhão, conforme a companhia.
Também estão em execução reformas e ampliações nas estações Rio Grande, Rodolfo José da Costa e Silva — conhecida como ETA Guarapiranga — e Baixo Cotia. As intervenções devem elevar a capacidade de tratamento em 2.000 litros por segundo.
A empresa informa ainda que 26 reservatórios previstos terão capacidade conjunta de 220 milhões de litros. Outro programa, com investimento de R$ 525 milhões, prevê a instalação de 31 unidades em 24 centros de reservação da região metropolitana, com acréscimo de 202,5 milhões de litros à capacidade de armazenamento.
Segundo a Sabesp, os projetos relacionados à resiliência hídrica em andamento na Grande São Paulo somam cerca de R$ 2 bilhões.
Redução da pressão economizou água
Desde agosto de 2025, a companhia adota a Gestão de Demanda Noturna, que reduz a pressão na rede em determinados períodos para conter perdas e preservar os mananciais durante a redução das chuvas.
O Governo de São Paulo afirma que a medida economizou 183 bilhões de litros desde sua implantação. O volume corresponde, segundo o estado, à capacidade da represa Guarapiranga cheia e poderia atender cerca de 32 milhões de pessoas por um mês.