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Cotidiano

Cresce mais de 10% o número de doadores de órgãos no Estado de São Paulo

Dados da Secretaria da Saúde comparam os oito primeiros meses de 2023 com 2022

doadores de órgãos cresce no estado de sp
De janeiro até agosto foram mais de 690 doações (Foto: Elza Fiúza/Arquivo Agência Brasil) · Foto: doadores de órgãos cresce no estado de sp

De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde, o número de doadores de órgãos em São Paulo cresceu mais de 10% em 2023. O levantamento levou em consideração o período de janeiro a 30 de agosto deste ano, quando houveram 696 doadores e, no mesmo período do ano passado, o total ficou em 631.

O governo atribuiu a alta às campanhas de estímulo à doação e a casos de grande repercussão na mídia. Entre 20 e 26 de agosto, houve um crescimento de 86% nos doadores, passando de 15 na mesma semana de 2022 para 28 neste ano.

Faustão

O apresentador Fausto Silva, o Faustão, recebeu um novo coração em um transplante no dia 27 de agosto e passa bem. O doador foi Fábio Cordeiro da Silva, que morreu em 26 de agosto, vítima de um acidente vascular cerebral (AVC).

Em relação aos procedimentos realizados, também houve acréscimo de 10,5%. Foram feitos 5.077 transplantes de coração, fígado, pâncreas, pulmão, rins e córneas no estado neste ano. Em 2022, foram 4.592 intervenções.

Como ser um doador

Para ser um doador de órgãos basta comunicar a família sobre esse desejo. No caso de pessoas mortas, a autorização para a doação deve ser dada por familiares com até o 2º grau de parentesco. No último ano, as recusas de autorização da doação por parte das famílias caíram de 41% para 38,6%.

“A doação entre vivos só ocorre se não houver nenhum problema de saúde para a pessoa que está doando”, destaca o comunicado da secretaria. As diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) estabelecem que pessoas com diagnóstico de covid-19 com menos de 28 dias da regressão completa dos sintomas não podem ser doadores.

Lista de espera

A gestão do cadastro técnico dos potenciais receptores de órgãos doados é feita pelo Sistema Estadual de Transplantes (Central Estadual de Transplantes). Todo paciente que precisa de um transplante é inscrito nesse cadastro.

A central faz a distribuição dos órgãos de acordo com alguns critérios definidos por lei, como igualdade do grupo sanguíneo ABO seguido de compatibilidade; o tempo de inscrição do receptor (classificação por ordem cronológica de inscrição); relação antropométricas (como peso e altura) entre doador e receptor e, para casos graves, com risco iminente de morte, situações de priorização.

Essa análise é feita a partir da documentação que comprove o estado de gravidade do possível receptor. Cada estado possui a sua própria lista de espera e nenhum paciente pode estar inscrito em duas listas de estados diferentes.