Barueri acumula mais de quatro vezes a média de chuva de setembro em 15 dias
Volume chegou a 376 milímetros, segundo a Climatempo; na capital, setembro já é o mais chuvoso desde 1943

Barueri acumulou 376 milímetros de chuva até esta terça-feira (15), segundo a Climatempo. O volume equivale a cerca de 4,2 vezes a média de setembro, de 89 milímetros, antes mesmo do encerramento do mês.
A plataforma utiliza dados combinados de estações meteorológicas e satélite do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) para calcular o acumulado. A referência mensal é baseada em 30 anos de dados de reanálise, método que reúne observações e modelos para reconstruir as condições do tempo.
O cenário ocorre durante uma sequência de temporais que atingiu a Grande São Paulo. Na capital, a estação do Mirante de Santana registrou 253,8 milímetros até as 9h de segunda-feira (14), tornando este o setembro mais chuvoso da série iniciada em 1943.
Frentes frias e El Niño influenciam os temporais
Segundo meteorologistas, a sequência de chuvas está associada à influência do El Niño e à passagem de duas frentes frias pelo Sul do país. Os sistemas permaneceram entre o norte do Paraná e o sul de São Paulo porque uma massa de ar quente e seco na região central do Brasil dificultou seu avanço.
O El Niño favorece o aumento das chuvas no Sul, mas seus efeitos também podem alcançar áreas do Sudeste. Nos últimos dias, as instabilidades se concentraram entre os dois estados, e a tendência é que essa faixa continue sujeita a episódios de chuva nas próximas semanas.
Chuva diminui, mas pode voltar no domingo
A previsão indica redução das precipitações a partir desta terça-feira (15). Em Barueri, a Climatempo prevê temperaturas entre 11°C e 22°C, com muitas nuvens e períodos de céu encoberto. O volume estimado é de 0,8 milímetro. Para quarta-feira (16), não há previsão de chuva.
De acordo com o instituto, a trégua deve se estender até sábado (19). Uma nova frente fria, porém, poderá chegar à região no domingo (20), trazendo chuva para áreas onde o solo permanece encharcado e aumentando o risco de novas enchentes.
Diante desse cenário, a Defesa Civil paulista estuda antecipar a operação de enfrentamento aos efeitos das chuvas, que normalmente começa em 1º de dezembro e segue até o fim do verão.